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Test Drive Unlimited ll - Dirija por paraísos reais

Test Drive Unlimited ll - Dirija por paraísos reais

  • 04.01.2018
  • por Rômulo Araújo

Test Drive é uma série nascida em 1987 e talvez tenha sido pioneira em muitos aspectos. Principalmente no técnico. Mas assim como muitas franquias de hoje em dia, ela é só mais uma brigando por um lugar ao sol, ou melhor, uma fatia no mercado.

A série (Test Drive, cara) passou por vários experimentos dentro do universo corrida. Podemos citar jogos de Off-road e carros cacarecos. Não deram muito certo de fato, e temos agora o espírito de volta: carros luxuosos, pistas extensas em um favorecimento maior ao modo arcade. O nome Unlimited quer passar a sensação de que você tem um enorme lugar a explorar, e nisso estão certos. Muita gente acha que a série não continua dando certo, mas esse é o preço que se paga quando você quer demonstrar somente uma maravilhosa qualidade e deixar os outros quesitos apenas medianos. Mas será que a liberdade no jogo é somente o que ficou interessante?

Se numa ponta temos o Test Drive Unlimited 2, na outra ponta extrema temos o Gran Turismo de PSP. Peguei o jogo do portátil e assim como a maioria das pessoas fiquei desapontado em saber que o jogo não oferece modos de jogatina que possam mesmo me dar vontade de jogar. Test Drive Unlimited II tem muitos erros técnicos, mas o que você pode fazer e a importância dos elementos empregados no jogo trazem à tona o velho e controverso dito de que gráfico não é tudo.

Começamos pelos gráficos. Eden, a desenvolvedora do jogo escreve o mesmo dentro de uma engine com o mesmo nome da empresa. Basicamente é uma engine formatada para rodar um mundo aberto com fortes características no ambiente natural. Ibiza e Hawaii, que são os dois mapas completos presentes no jogo são o alvo da engine Eden. O resultado é espetacular e funciona muito bem em qualquer horário do ciclo diário. Você viu elementos climáticos se juntando e fazendo dias diferentes e maravilhosos em Red Dead Redemption, e posso dizer que quase o mesmo pode ser sentido no TDU II.

Muita coisa teve que ser sacrificada, como o Draw Distance de algumas coisas que parece simplesmente estranho. Algumas coisas brotam do nada como objetos emergindo de um liquido. Do céu azul, brota uma montanha ou arvoredo como um óleo surgindo na pintura. Mas em elementos gráficos mais generalizados como grandes campos ou praias você poderá subir numa colina e perder vários minutos olhando a beleza de alguma praia. Outra coisa que sentimos muito falta é a presença de pessoas no mundo. As roças, distritos, cidades, metrópoles do mapa são totalmente fantasmas. Não sei dizer se isso é uma limitação da engine ou se é um tipo de prevenção moral. Os únicos humanos que vemos são aqueles que precisamos mas desenvolver atividades sociais simuladas com um NPC ou algum avatar dno modo multiplayer. São vendedores de carros, agências imobiliárias, médicos, atendentes?

Uma coisa curiosa é que em todos os casos são mulheres que estão no trabalho. Parece que falta homem em Ibiza e Hawaii. Homens somente atrás dos volantes, juntos com outras mulheres competidoras. Se ainda fossem mulheres lindíssimas de ser ver, eu diria que isso é o paraíso completo (certo que eles quiseram fazer isso), mas os modelos humanos são feiosos e robóticos. Não possuem características fortes. Ou seja, parecem que ainda moram na geração passada.

Na parte do som contamos com somente duas estações de rádio para ouvir enquanto corremos: uma com rock e outra com dance. A primeira trás uns rocks muito duvidodos.A outra dispenso quase que por completo por questão pessoal mesmo. Salvo a música da banda Passion Pit. Falando em banda é esperado que não hajam bandas muito populares nas rádios. Até onde lembro a coisa mais popular que ouvi ali foi Danko Jones.

Ainda bem que temos como colocar nosso som favorito no console ou computador e abaixar o som do jogo. As radios trazem comerciais no estilo GTA e falham miseravelmente nas piadas, e que ainda por cima são repetitivos.

Na parte de efeitos sonoros temos toques suaves, nada de coisas que podem fazem seu home theater tremer, como o famigerado Need for Speed. Afinal o jogo leva uma onda mais sport. Em suma, está mais pra mansão do que gueto. Os efeitos sonoros dos carros estão simplesmente normais.

Para saber mais acesse SINGLE PLAYERS

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